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terça-feira, 23 de maio de 2017

ÌGBEJÌ



Ìgbejì =  ìgbì  -  nascer  ;  èjì  - dois.
Significa nascer dois ou gestação dupla, nascimento de gêmeos.

O primeiro a nascer recebe o nome de Táíwò (a primeira criança, aquele que vai conhecer a vida) e o segundo de Kéhìndé (a criança mais velha), sendo considerado espiritualmente mais velho.
Òrìsà Ìgbejì, protege contra a morte prematura, acalma o sofrimento material e espiritual, orienta o Orí do Àbìkú e dos devotos, a seguir o caminho certo, atrai progresso econômico e desenvolvimento espiritual, harmonizando a vida material com a espiritual, proporciona sentimentos de paz, tranqüilidade, serenidade, confiança, fertilidade, transforma lágrimas em sorrisos.
É associado à duplicidade – entre o existir e o não existir, o fazer e o não fazer; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas...
Promove cura e bem-estar, interfere no destino humano, removendo obstáculos da vida.
Através das crianças gêmeas, que são o seu símbolo, frequentemente, são mandadas a Terra por algum òrìsà para aliviar o sofrimento de uma família.  Famílias que têm os gêmeos são santificadas pelo òrìsá com prosperidade e uma mulher que têm filhos gêmeos é reconhecida como Iya Ìgbejì (Mãe de Gêmeos).
Eles são, parte importante para entender nossa relação com o órun(céu) e àiyé(terra).  Ìgbejì é um òrìsà duplo e tem seu próprio culto, obrigações e iniciação dentro do ritual.  Divide-se em masculino e feminino, gêmeos.  Eles representam tanto a pureza e a paz, quanto os mistérios da magia.
Ìgbejì trás para seus iniciados um temperamento infantil e jovial; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram.  Costumam ser brincalhonas e sorridentes.  É a divindade que rege a alegria, a inocência e a ingenuidade da criança.
Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do òrìsá da criança.  Ìgbejì é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar o sorriso, a alegria, a felicidade, o falar e olhos brilhantes.  Na natureza, representa a beleza do canto dos pássaros e o perfume das flores.  
Ìgbejì aflora a criança que temos dentro de nós, as recordações da infância, pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na infância, foi regido, gerado e administrado por Ìgbejì.


Trabalho de pesquisa

por Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)


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sexta-feira, 12 de maio de 2017

OLÓKUN

Olókun, Proprietário dos Oceanos.  Alguns dizem que ele foi o primeiro espírito a habitar a terra antes de todos os outros Òrìsá.  Representa a prosperidade do oceano e seus mistérios, mas também suas riquezas e estabilidade.
É por isso que ele é considerado como um dos òrìsá mais poderosos e prósperos.  Ele também é chamado de Obà Omi (Rei das águas).  Olókun é aquele que faz prosperar.

Ìbá Olókun a soro-dayò !

Saudação ao espírito do oceano, aquele que faz as coisas prosperarem !

Olókun de caráter compulsivo, misterioso e violento, é assustador quando irritado, mas tem a capacidade de transformar.  Na natureza é simbolizado pelo mar profundo, ele é o verdadeiro dono das profundezas, onde ninguém jamais esteve.  Representa os segredos do fundo do mar.  Também representa a saúde mental.  Olókun é um òrìsá perigoso e poderoso no culto Yorubá.

Ifá diz que nunca olharam para baixo, para ver o esplendor de Olókun.  Dentro do omi ayé (águas da Terra), acontece o mistério da abundância, vida longa e muitos filhos.

Este mistério está escondido sob as águas turbulentas, onde o homem é incapaz de penetrar.  São as águas ancestrais da vida, as águas que têm uma forma de consciência natural que flui e nutre.

Yemojá, Deusa dos Oceanos, a grande mãe, que defende seus filhos e sua família, é decidida e impetuosa, ela vai até o fim em seus objetivos.  Ela é a suave espuma branca da praia, mas também é o Tsunami que passa por cima de tudo, limpando e exterminando.

É a dona do subconsciente coletivo e da sabedoria antiga, é a guardiã dos segredos que estão escondidos no fundo do mar. 
Yemojá assumiu, o domínio dos mares junto com Olókun, em cujo movimento hora calmo, hora agitado e revolto, tem representada a sua personalidade inconstante.


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sexta-feira, 28 de abril de 2017

Òsóòsi

Oso é a palavra usada para feiticeiro. Em Ifá o conceito de Oso é a capacidade de viajar no astral.
Òsi significa esquerda. Òsóòsì é feitiçaria da esquerda (para fora do corpo e para a esquerda).
O lado direito está relacionado com o que se manifesta no presente. O lado esquerdo relaciona-se com aquilo que está escondido (oculto, magia).  Por isso, Òsóòsì é detentor de grande poder espiritual e magia.  É autoridade em causar viagem astral, para fora do seu corpo.  Quando ele nos dá essa habilidade, ele está nos dando o poder de entrar na floresta e ver coisas do reino físico, e ver também coisas no reino invisível.

Senhor das florestas, sendo seu habitat natural onde vive e caça.  É a divindade da harmonia e do equilíbrio ecológico.  Está associado com a vida ao ar livre e com os elementos da natureza.  Òsóòsì representa a fartura em nossa casa.  É o espírito perseguidor da sobrevivência.  Ele tem a habilidade de usar a viagem astral como ferramenta para localizar sua caça, e não se perder na floresta.

O que queremos, ao invocarmos Òsóòsì, é adquirir uma visão clara do caminho certo e reto para vitória.  Ele tem o poder de nos ajudar no processo de transformação, nos dando uma visão alternativa.

Òsóòsi faz um papel de grande mediador espiritual na tradição Yorubá.

 

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quinta-feira, 20 de abril de 2017

RELAÇÃO

Espiritual -  Você, Ori (seu mais intimo sentimento), seus Òrìsá e todos os seres divinos levam à Deus.

Social - Você sabendo falar com delicadeza, educação, sem ofensas.

Amorosa - Você expor seus verdadeiros sentimentos, sem Ego, sem medo e resolvendo os conflitos dentro de sí, assim você encontrará o caminho de uma relação saudável.

Profissional - Você em uma relação de paciência, compreensão do limite do outro, resolução de conflitos buscando o bem e o equilíbrio no ambiente de trabalho.

Saúde - Você e a relação com a alimentação e o que absorve do externo para o seu psicológico.
Você é um Ser Humano que têm plena capacidade de viver isolado, mas prefere viver em grupo de pessoas como você, na coletividade.
Quando você está em uma relação positiva com o outro, em bem estar e com o Amor Universal, tudo a sua volta floresce, fica colorido e você entra em harmonia com seres de Luz.
É preciso conhecer primeiro a si mesmo, sentir o seu coração, para que tenha uma relação saudável entre você e todos a sua volta.
Para que você entenda as limitações do outro, é preciso que se coloque no lugar do outro.
Os laços afetivos que unem você a pessoas estranhas é o resultado do Amor Universal que está em você.  Mas isso só é possível acontecer com a prática desse Amor.
Você deve expressar sua opinião de forma clara e direta sem ofender ou diminuir o outro, sendo cordial e gentil.
A família é um tipo de relação, onde as pessoas reagem e influenciam-se uns aos outros de forma recíproca. Há vínculos afetivos e psicológicos e ao mesmo tempo espaços de privacidade, de autonomia e de individualidade que devem ser respeitados.
As pessoas de uma família ou sociedade desenvolvem laços afetivos e emocionais que unem pessoas diferentes entre si.  É justamente por serem diferentes que surgem os conflitos.  Os conflitos, muitas vezes inevitáveis não devem ser vistos de forma negativa pois quando bem trabalhados e resolvidos são uma boa oportunidade para crescer e fortalecer os laços, já que nós crescemos quando aprendemos a lidar com as diferenças do outro. 
Em qualquer dos contextos - pessoal, profissional, familiar, social, amoroso ou religioso; é essencial para uma boa relação a interiorização e boas práticas de lealdade.
Ser Leal, é estar comprometido com algo em que acreditamos.  E se acreditamos, queremos que continue e que se conserve.



A FÁBULA DA CONVIVÊNCIA

 

Durante uma era glacial muito remota, quando parte do globo terrestre esteve coberto por densas camadas de gelo, muitos animais não resistiram ao frio intenso e morreram, indefesos por não se adaptarem às condições do clima hostil.
Foi então que uma grande manada de porcos-espinhos, numa tentativa de se proteger e sobreviver, começou a se unir, ajuntar-se mais e mais.
Assim, cada um podia sentir o calor do corpo do outro.
E todos juntos, bem unidos, aqueciam-se mutuamente naquele inverno tenebroso.
Porém, vida ingrata, espinhos de cada um começaram a ferir os companheiros mais próximos, justamente aqueles que forneciam mais calor, aquele calor vital, questão de vida ou morte.
E afastaram-se feridos, magoados e sofridos.
Dispersaram-se, por não suportarem por mais tempo os espinhos de seus semelhantes.
Doiam muito...
Mas essa não foi a melhor solução.
Afastados, separados, logo começaram a morrer congelados.
Os que não morreram voltaram a se aproximar, pouco a pouco, com jeito, com preocupações, de tal forma que, unidos, cada qual conservava uma certa distância do outro, mínima, mas o suficiente para conviver sem magoar, sem causar danos recíprocos.
Assim, suportaram-se resistindo à longa era glacial.
Sobreviveram!




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sexta-feira, 7 de abril de 2017

ÒSÙMÀRÉ


Òsùmàré significa :
Ò - “ele”, no sentido de “aquele”;
Sú - Nublado, nuvens escuras; as nuvens escuras tem o sentido de “carregadas de água”;
Ma - No contexto religioso tem a conotação de “criar a chuva”.
- “estabilidade da força de realização, o poder de manter a estabilidade do que nasce, cresce, reproduz e morre”.

"Aquele que possui o poder de trazer a chuva”.

Divindade da transformação, do movimento contínuo e da harmonia do universo.
Òsùmàré está ligado à todos os movimentos que não podem parar, como a chuva e o Sol, o dia e noite, o positivo e o negativo, e por isso é representado pela cobra que morde sua cauda, em movimento continuo. É o movimento continuo do Universo, dos corpos celestes. Este Òrìsá pode ser a serpente, e também o arco-íris. 
É Òsùmàré quem recolhe a chuva que cai na Terra e a transforma em nuvens.   Portanto ele é quem regula as chuvas e, também as secas.  Ele decide se estas devem ou não atingir o solo.
Ele é a mobilidade e atividade; a continuidade e a permanência; macho e fêmea; a riqueza; a eterna transformação.

O povo Yorùbá o vê como o arco-íris, a cobra multicolorida que brilha no céu,  que impede que a chuva caia, demonstrando sua força, e então, pela evaporação, ela retorna ao Céu. 
É também a cobra que se arrasta tanto na terra como na água, sendo bastante agressivo quando é tido nesta visão.

Òsùmàré é tão grandioso, que do Céu, ele pode chegar até a Terra.  A sua chuva não permite que sejamos atacados pela sede.

A aliança entre o céu e a terra foi estabelecida através do arco-íris, onde Òsùmàré revela para o mundo seu arco multicolorido.  O arco-íris, é também chamado arco-celeste.
O arco-íris é frequentemente associado a uma gigantesca cobra celeste.  Quando Òsùmàré aparece em forma de arco-íris, está relacionado à vida financeira e ao bem estar.
Temos os dois lados de Òsùmàré, o positivo, pelo que o arco-íris traz ao final da chuva, regulando o crescimento vegetativo e impedindo inundações; e por outro lado o sorrateiro, traiçoeiro, e perigoso que a cobra representa com veneno letal.







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sábado, 18 de março de 2017

ÁGUAS DE OBÀTÁLÁ


Águas de Obàtálá, complexo e misterioso, é um dos rituais mais respeitados e tradicionais.
Esse ritual anual é de purificação e de renovação, pode ser considerado um “rito de passagem”, o fim e o começo, um novo ciclo.  Reverencia a água, que é fonte primordial da vida, que se apresenta em todos os rituais da Religião dos Òrìsá, e é enobrecida no ritual de Orisan’lá.

Obàtálá representa a pureza, é o Rei do Imaculado, o Rei do Branco, não existirá outra cor no ritual das Águas se não, o “Branco,” dentro do templo e a todos que lá chegarem, a retidão e o silêncio tomarão conta do Àse, tudo deverá estar limpo e devidamente cuidado.

É o inicio de um novo ano.  Onde deixamos para trás as tristezas e dificuldades.  Para isso é feita a lavagem de tudo no Àse e em nossa vida, para começarmos uma nova etapa, um novo ano, um novo ciclo, de prosperidade e conquistas.
Tudo é lavado com ervas,flores e essências, para que seja purificado, tudo é feito com adoração, reverência e respeito.

Obàtálá, Rei do pano branco, do sagrado, da pureza; representa a moralidade espiritual.  Senhor do silêncio, do vácuo frio e calmo, onde as palavras não podem ser ouvidas.
Detém os segredos da criação e toda a magia que envolve a vida e a morte.
É um ritual envolto em muita magia, conexão e elevação espiritual.

Trata-se de um ritual de extremo respeito e adoração ao Rei do pano branco "Obàtálá ".

Conta um Itan:

"Obàtálá devia ir na terra de Oyó visitar seu filho Sango. Antes, porém, consultou Ifá para saber se tudo correria bem durante a viagem.  Obàtálá foi aconselhado a não negar nada a ninguém que lhe pedisse algo e mais ainda que levasse consigo sabão da costa, obi e três roupas brancas.
Seguindo caminho, encontrou por 03 (três) vezes Esu; que lhe pediu sucessivamente para ajudá-lo a carregar na cabeça uma barrica de azeite de dendê, uma carga de carvão e outra de óleo de amêndoas.  As três vezes, Esu derramou o conteúdo sobre Obàtálá.  Mas este sem se queixar, lavou-se e trocou as três mudas de roupas e continuou a viagem.
Obàtálá havia dado de presente a Sango um cavalo branco, o qual havia desaparecido do reinado fazia bastante tempo.  Os escravos de Sango andavam por toda parte para encontrá-lo e eis que Obàtálá passando por um milharal, apanhou algumas espigas de milho e ao mesmo tempo deparou-se com o cavalo perdido de Sango.  O cavalo também o reconheceu acompanhando-o.  Nesse instante, chegaram os escravos de Sango, gritando: "Olé Esim Obá".   Que quer dizer: ”ladrão do cavalo do rei”.
Não reconhecendo Obàtálá, deram-lhe vários golpes e em seguida jogaram-no na prisão.  Este, permaneceu 07 (sete) anos preso.  Enquanto isso no Reino de Sango tudo corria mal.   Sango preocupado consultou um Babalawo, que revelou o motivo daquilo tudo.  Disse o Babalawo a Sango: “Algum inocente paga injustamente em tuas prisões”.  Sango, então, ordenou que os prisioneiros comparecessem diante dele, reconhecendo ali seu pai.  Enviou, então, os escravos vestidos de branco até uma fonte vizinha para lava-lo, sem falar uma palavra, em sinal de tristeza, e respeito.  Depois, Sango, em sinal de humildade, carregou-o nas costas de volta até o Palácio, onde com muita alegria com o regresso de Obàtálá, ofereceu um grande banquete e festa".
OBÀTÁLÁ

Òrìsá do branco
Òrìsá da pureza
Meu Oluwo, Orisalá
Que acolhe seus filhos
Em seu Alá

Pai da criação
Que está nas nuvens brancas
Na chuva
No sol
Em toda a imensidão

Ser imaculado
Que trás o sopro da vida
Que carrega o mundo nas mãos
É Obàtálá
A quem adoro e venero
A quem me entrego com o coração

 

(Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá

Fatima Gilvaz - Miami 17/03/2017)



Trabalho de pesquisa:


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   . Ifayemi Elebuibon
   . José Beniste

 

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domingo, 12 de março de 2017

ÀYÀN

Resultado de imagem para tambores africanos

No contexto do culto Yorubá a percussão sacra é de grande importância, sendo fundamental para os rituais religiosos.  Nos rituais para os Òrìsá, os instrumentos mais usados são os tambores.
A força espiritual contida no tambor e que o consagra, é chamado de Àyàn ou “Àyon”, o Òrìsá do tambor.  Àyàn representa a expressão sonora das divindades; e o tambor serve como depositário dos poderes divinos e é o veículo que Ihe dá voz.  A consagração de Àyàn no tambor é feita por meio de ritual e elementos litúrgicos sagrados, que ficam dentro do tambor, que é selado hermeticamente com as peles de animais.   Quando Àyàn é fixado no tambor é chamado de “Eleekoto”. 
As religiões de matriz africana há tempos vêm resgatando alguns elementos que ficaram esquecidos e Àyàn, o Òrìsá do tambor, é um desses elementos.
Os tambores sagrados são tratados como criaturas viventes, que devem ter cuidados específicos e uma variedade de regras para o seu uso.
Para que alguém possa ser iniciado para Àyàn e tocar o tambor sagrado, deve cumprir rígidos rituais, tornando-se assim, um Onilú. 
A preparação dos Onilus , que são pessoas especiais para a liturgia das religiões Africanas, é feita através de rituais religiosos e iniciação.  Os Onilus são os responsáveis pelos tambores, e por sua conexão com Òrìsá Àyàn.
Essa tradição é mantida na Nigéria, em terras Yorubá.  O iniciado recebe a força espiritual necessária para tocar os tambores da forma correta, para que estes possam “falar” com os Òrìsá, chamando-os para as cerimônias a eles dedicadas.
É necessário estabelecer uma distinção: uma coisa são os tambores pagãos, destinados apenas a fazer música. Outra bem diferente são os tambores consagrados, sacralizados através de uma série de rituais que os transformam em instrumentos de comunicação com os deuses, tornando-se assim, o assentamento do Òrìsá Àyàn. Os tambores consagrados são maravilhas singulares de concatenação musical de ritmos tão belos quanto complexos.
ÀYÀN representa a expressão sonora das divindades; é o som do cosmos, do universo e tem o tambor que serve como depositário dos poderes divinos.
Diz um Itan da divindade ÀYÀN, que Olódùmarè (o Deus Supremo) o chama para aprender o poder de cada Òrìşá, para ensinar os homens a louvá-los através do canto, da dança e dos ritmos sagrados.
Na verdade o próprio instrumento, o tambor, é considerado como a veste material de um espírito e diz o Itan, que cada tambor possui seu espírito elemental, que se materializa dentro dos mesmos durante as cerimônias para que o rito tenha prosseguimento segundo a egrégora do templo, de acordo com o Òrìşá regente da casa.
Os tambores sagrados foram introduzidos e desenvolvidos na terra dos Yorubá, há aproximadamente 800 anos.  O som dos tambores sobreviveu por mais de 500 anos, viajando da Terra Yorubá para o “Novo Mundo” e mantendo sua tradição nos Cultos de Nação Africana.  Sua história é um testemunho do poder e profundidade da religião e cultura Yorubá.
Assim, os tambores possuem o poder de chamar não apenas a força do Òrìşá para dentro dos templos, mas também para invocar a presença de ancestrais ilustres e de outras personalidades do mundo astral, que nos cultos de nação africana são conhecidos como Egungum.
O toque do tambor revela a arte de conectar-se com a Mãe Terra e com nosso Eu Interior, sintonizando nosso coração ao coração dela, e de viajar ao mundo do invisível, constatando nossa ancestralidade e todos os reinos da Natureza.
Alguns historiadores e antropólogos do século XX destacaram a idéia de que a maneira utilizada para se chegar aos conhecimentos místicos em religiões primitivas esteve sempre associada ao êxtase (o transe) provocado pelo toque do tambor.  Esse instrumento seria então o responsável pela comunicação entre o homem e as divindades.





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