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domingo, 9 de julho de 2017

Òrìsá na sua vida,
Òrúnmìlà não caminha sozinho !

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Desde a criação, que Òrúnmìlà não caminha sozinho.  Ele foi enviado para a terra juntamente com os Òrìsá Esú, Obàtálá, Òsún, para que juntos povoassem a terra.
Depois podemos ver nos itan, que Òrúnmìlà consulta o oráculo Ifá onde é determinado oferendas e ebós , sempre a algum Òrìsá.
As energias dos Òrìsá fazem parte do Universo, e sem elas, seria impossível Òrúnmìlà determinar a melhor forma de vivermos nessa terra.
Òrúnmìlà detém a sabedoria, os melhores conselhos, mas estes, estão sempre acompanhados das energias dos Òrìsá.

Òrìsá são energias criadas por Olódùmarè, para nos auxiliar na caminhada nessa terra, isso com as orientações e a sabedoria de Òrúnmìlà.
Culto a Òrúnmìlà e culto aos Òrìsá, são diferentes e distintos, porém precisam caminhar juntos, para que possam ter eficácia em nossa vida.
Vários Itan nos contam que os Òrìsá consultam Òrúnmìlà a cada feito de suas histórias, e que obtém sucesso quando é feito os ebós e oferendas recomendadas no oráculo Ifá.
Da mesma forma, Òrúnmìlà precisa das energias dos Òrìsá, para manipular as energias que circundam o nosso caminho.

Portanto, conclui-se que é completamente impossível caminharmos somente em um único culto.   Eles estão unidos em prol do bom condicionamento da humanidade.

Òrúnmìlà é a fonte da sabedoria suprema, a vida e a morte, o nascimento da natureza, a visão total do mundo e da existência estabelecendo normas éticas que irão comandar as sociedades e os homens, é a força que conduz a sustentação do planeta.

Òrìsá são as energias emanadas de Olódùmarè, que nos auxiliam nesta terra, desde o nosso nascimento.  Devem ser cultuados com verdade e respeito.   Cultuar o Divino é entrar em harmonia com a natureza, e com nós mesmos.  É sentir na alma o poder dessas energias na nossa vida.  É ter certeza de que não estamos sozinhos e que somos capazes de transpor dificuldades e aprender a cada dia e crescer como seres especiais que somos, por termos sido escolhidos para acessar essa força divina que vem do alto.

Precisamos ter a consciência plena do compromisso que existe entre as forças da natureza e o homem, o verdadeiro valor do homem está no seu Orí, no uso da sabedoria adquirida não somente para o bem de si próprio mas para manter o equilíbrio do planeta.
O princípio Divino, está acima de qualquer coisa.

 
Trabalho de pesquisa por:

Obàaláse Oluwo Ifásina Ifárunaola (Willer Almeida)

Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)


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quarta-feira, 5 de julho de 2017

Erínlè   
Resultado de imagem para orisa enrile caçador de elefantes

Erínlè - terra do elefante
Erín - elefante
ilè - terra
Erínlè é o òrìsá da caça, cultuado as margens do rio Erínlè .
Erínlè, e seu culto, está simbolicamente associado, e, mais presente, nos cultos dedicados às divindades femininas dos rios, em particular Yemojá e Òsún.   Porém, apesar de estar presente nos "dois mundos" Erínlè é um só.  Há, em seu culto, determinados elementos consagrados também a Èsù, guardião de todas as fronteiras. 
O òpá òrèrè (bastão, feito de ferro, adornado por uma ave) de Erínlè é o símbolo de sua realeza.  Ele deverá sempre ser mantido de pé. Pássaros de ferro o circundam.
O culto de Erínlè realiza-se ao redor do rio Erínlè, afluente do rio Òsún, nos pontos mais profundos do rio, chamados ibù.  Ele recebe oferendas de acarajé, inhames, bananas, milho, feijão assado, tudo regado com azeite-de-dendê.
Ele é o grande caçador da Terra dos Elefantes, que vive no fundo do rio.  É ele quem caça os Marfins dos elefantes para Obàtálá.
Ele traz tanto a força e a delicadeza das águas, quanto o mistério das florestas, onde caça.
Além de grande caçador, é conhecedor de folhas e também é pescador.  Ele vive tanto na floresta, no mar, como no rio.  Seu habitat verdadeiro, é o ponto onde o rio encontra o mar, onde as águas doces se misturam com as águas salgadas.

Ele é um òrìsá extremamente rico, vestido com roupas refinadas, adornado com grande quantidade de búzios, contas de coral e plumagem de caça.  Ele concede abundância, bem como o tesouro do oceano e dos rios.  Ele representa a terra, mar e rio pela pesca e pela caça.
É muito incomum uma divindade habitar dois mundos,  a terra e a água.  Erínlè é a fusão destes dois mundos.
 
  
 
 
Trabalho de pesquisa por

Obàaláse Oluwo Ifásina Ifárunaola (Willer Almeida)

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segunda-feira, 19 de junho de 2017

Sàngó

Resultado de imagem para  todos os orisa africanos

Deus do raio, do trovão, da justiça e do fogo.  Sàngó manipula o fogo em seu estado selvagem e usa o poder do fogo como seu símbolo de respeito.
É um òrìsá temido e respeitado, é viril e violento, porém justiceiro. Costuma-se dizer que Sàngó castiga os mentirosos, os ladrões e malfeitores. Seu símbolo principal é o machado de dois gumes e a balança, símbolo da justiça.
Galante e sedutor, desperta paixão na divindade Oya, uma de suas três esposas, a mais amada.  As outras são Òsún e Obá.
A pedra de raio, Edùn Ara, é símbolo do seu poder. O brilho dos raios e o barulho dos trovões lembram que Sàngó vigia todos os seus fiéis.
Sàngó é o mestre em atacar, de ir contra os ventos da derrota, contra tudo e todos para alcançar seu objetivo. 
Òrìsà Sàngó é ao mesmo tempo uma divindade primordial e ancestral divinizada.  A função de Sàngó é fornecer a inspiração e a paixão pela transformação espiritual.
O àse de Sàngó permite ao buscador de Deus distinguir entre a verdade e a mentira e enfrentar as conseqüências de fazer e agir de acordo com essa distinção.  Neste sentido, o relâmpago simboliza a língua de Sàngó, que nos revela a base do nosso medo e nos oferece a oportunidade de escolher se desejamos prosseguir com base na verdade ou na mentira.   
Sàngó é um òrìsà "quente".   É o ataque estratégico, é a idéia de iluminar os desafios e atacar seus pontos mais fracos, por isso respeita a força e a sabedoria.
As tempestades de Sàngó e seu raio trazem um terror moral e purificador.

 
 
Trabalho de pesquisa por 

 Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)


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segunda-feira, 5 de junho de 2017



Ritual no mar, de oferendas para Yemojá e Olókun.

Odoya Yemojá !!!

Epa Olókun !!!


Efúlàsè agradece a presença de todos no Ritual.


Que todos tenham sempre equilíbrio e que nunca se percam nas profundezas de seus próprios Oris.
Que Yemojá e Olókun permitam que tenhamos Saúde mental.

Epa Òrìsá !!!



  
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terça-feira, 30 de maio de 2017

ÒSÀNYÌN

Ewe Òsànyìn !!!

Òsànyìn é a divindade das plantas medicinais e litúrgicas dentro do Culto aos òrìsá, tendo recebido, de Olódùmarè, o segredo das ervas.  Nenhuma cerimônia pode ser feita sem a sua presença, pois ele é o detentor desse àse.

A importância de Òsànyìn é muito grande, pois todos dependem de folhas e ervas para realização de seus cultos.  A força e o poder de Òsànyìn está no conhecimento de misturar essas folhas. Òsányìn é o detentor do segredo de todas as ervas existentes.
Apesar de cada òrìsá reinar especificamente em cada área da vida humana, todos dependem do conhecimento e da magia de Òsànyìn.

A figura de Òsànyìn é a do mago, que ajuda a todos.  É o conselheiro, a figura paterna, sem se envolver muito, só aparece quando sua presença é indispensável para solução do problema em questão. Vive sozinho na floresta, em silêncio e misterioso. 
Òsányìn possui um pássaro que é o seu mensageiro. Este pássaro voa por toda parte do mundo e pousa em cima da cabeça de Òsányìn, para lhe contar todos os acontecimentos. Este pássaro é um simbolismo bastante conhecido das feiticeiras.
Nos templos consagrados a Òsànyìn na África, é dito que esta ave 
habita no Igba Òsànyìn (a cabaça consagrada a Òsànyìn) e que ele 
fala quando Òsànyìn é consultado.
As folhas e as plantas constituem a emanação direta do poder da terra.  O sumo das folhas é também chamado de èjé ewé ou "sangue das folhas" e é um dos àse mais poderosos. 
Cada folha possui virtudes próprias e, misturadas, umas às outras, formam preparados medicinais e mágicos de grande importância no culto. 
As folhas, possuem o àse do sangue negro.

A floresta é o elemento vital para a manutenção da vida neste planeta, sem ela, não existiria o òrìsá!
O homem Africano sempre acreditou que destruir florestas, equivale a destruir os deuses que nelas habitam. 
Em todas as civilizações, antigas ou modernas, o vegetal é, inquestionavelmente, de suma importância na manutenção da vida humana.  Desde tempos primitivos, sempre se dependeu da natureza para sobreviver, e se utilizava, principalmente, a flora como parte de alimentação, para combater doenças, ou em rituais para prover o bem-estar social.

Nenhum ritual ou cerimônia feitas aos òrìsá pode ser realizada sem que Òsànyìn seja louvado, pois suas cantigas despertam o poder sobrenatural das plantas.

No ritual a Òsónyìn, primeiro saudamos a Terra, com a água que a fertiliza;  saudamos os òrìsá, como força vital da natureza;  saudamos os Ancestrais e saudamos os seres encantados( nunca habitaram neste planeta ) , para que possamos invocar a força da natureza, a força de cada folha.

ko si ewe, ko si òrìsá !

Sem folha não existe òrìsá !

Òsànyìn desempenha um papel fundamental no culto aos òrìsá, visto que sem folhas, sem a sua presença, nenhuma cerimônia pode realizar-se, pois ele detém o àse que desperta o poder do “sangue” negro das folhas.
Òsànyìn é o grande sacerdote das folhas, o grande feiticeiro, que por meio das folhas pode realizar curas e milagres, pode trazer progresso e riqueza. È nas folhas que está a cura para todas as doenças, do corpo e do espírito.
Òsànyìn vive na floresta em companhia de Àrònì, um anão de uma perna só. É o auxiliar que se responsabiliza  por causar o terror em pessoas que entram na floresta sem a devida permissão.
Òsànyìn conversa com os espíritos sagrados que moram dentro das árvores, nas florestas. Também conhece a linguagem dos animais e dos pássaros, imitando-os com perfeição.

"A natureza possui uma memória, lembre-se disso quando agredi-la, pois certamente ela lembrará de você quando precisar".  

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Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)
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terça-feira, 23 de maio de 2017

ÌGBEJÌ



Ìgbejì =  ìgbì  -  nascer  ;  èjì  - dois.
Significa nascer dois ou gestação dupla, nascimento de gêmeos.

O primeiro a nascer recebe o nome de Táíwò (a primeira criança, aquele que vai conhecer a vida) e o segundo de Kéhìndé (a criança mais velha), sendo considerado espiritualmente mais velho.
Òrìsà Ìgbejì, protege contra a morte prematura, acalma o sofrimento material e espiritual, orienta o Orí do Àbìkú e dos devotos, a seguir o caminho certo, atrai progresso econômico e desenvolvimento espiritual, harmonizando a vida material com a espiritual, proporciona sentimentos de paz, tranqüilidade, serenidade, confiança, fertilidade, transforma lágrimas em sorrisos.
É associado à duplicidade – entre o existir e o não existir, o fazer e o não fazer; por serem crianças, são ligados a tudo que se inicia e brota: a nascente de um rio, o nascimento dos seres humanos, o germinar das plantas...
Promove cura e bem-estar, interfere no destino humano, removendo obstáculos da vida.
Através das crianças gêmeas, que são o seu símbolo, frequentemente, são mandadas a Terra por algum òrìsà para aliviar o sofrimento de uma família.  Famílias que têm os gêmeos são santificadas pelo òrìsá com prosperidade e uma mulher que têm filhos gêmeos é reconhecida como Iya Ìgbejì (Mãe de Gêmeos).
Eles são, parte importante para entender nossa relação com o órun(céu) e àiyé(terra).  Ìgbejì é um òrìsà duplo e tem seu próprio culto, obrigações e iniciação dentro do ritual.  Divide-se em masculino e feminino, gêmeos.  Eles representam tanto a pureza e a paz, quanto os mistérios da magia.
Ìgbejì trás para seus iniciados um temperamento infantil e jovial; nunca deixam de ter dentro de si a criança que já foram.  Costumam ser brincalhonas e sorridentes.  É a divindade que rege a alegria, a inocência e a ingenuidade da criança.
Sua determinação é tomar conta do bebê até a adolescência, independente do òrìsá da criança.  Ìgbejì é tudo de bom, belo e puro que existe; uma criança pode nos mostrar o sorriso, a alegria, a felicidade, o falar e olhos brilhantes.  Na natureza, representa a beleza do canto dos pássaros e o perfume das flores.  
Ìgbejì aflora a criança que temos dentro de nós, as recordações da infância, pois tudo aquilo de bom que nos aconteceu na infância, foi regido, gerado e administrado por Ìgbejì.


Trabalho de pesquisa por

Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)

Vários autores:

Falokun Fatunmbi
Pierre Verger

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sexta-feira, 12 de maio de 2017

OLÓKUN

Olókun, Proprietário dos Oceanos.  Alguns dizem que ele foi o primeiro espírito a habitar a terra antes de todos os outros Òrìsá.  Representa a prosperidade do oceano e seus mistérios, mas também suas riquezas e estabilidade.
É por isso que ele é considerado como um dos òrìsá mais poderosos e prósperos.  Ele também é chamado de Obà Omi (Rei das águas).  Olókun é aquele que faz prosperar.

Ìbá Olókun a soro-dayò !

Saudação ao espírito do oceano, aquele que faz as coisas prosperarem !

Olókun de caráter compulsivo, misterioso e violento, é assustador quando irritado, mas tem a capacidade de transformar.  Na natureza é simbolizado pelo mar profundo, ele é o verdadeiro dono das profundezas, onde ninguém jamais esteve.  Representa os segredos do fundo do mar.  Também representa a saúde mental.  Olókun é um òrìsá perigoso e poderoso no culto Yorubá.

Ifá diz que nunca olharam para baixo, para ver o esplendor de Olókun.  Dentro do omi ayé (águas da Terra), acontece o mistério da abundância, vida longa e muitos filhos.

Este mistério está escondido sob as águas turbulentas, onde o homem é incapaz de penetrar.  São as águas ancestrais da vida, as águas que têm uma forma de consciência natural que flui e nutre.

Yemojá, Deusa dos Oceanos, a grande mãe, que defende seus filhos e sua família, é decidida e impetuosa, ela vai até o fim em seus objetivos.  Ela é a suave espuma branca da praia, mas também é o Tsunami que passa por cima de tudo, limpando e exterminando.

É a dona do subconsciente coletivo e da sabedoria antiga, é a guardiã dos segredos que estão escondidos no fundo do mar. 
Yemojá assumiu, o domínio dos mares junto com Olókun, em cujo movimento hora calmo, hora agitado e revolto, tem representada a sua personalidade inconstante.


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Erelú Iyá Òsún Funké, Iyanifá Fun Mi Lolá (Fatima Gilvaz)

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